As romãs de Istambul são diferentes na cor e no sabor. Pode ser impressão nossa, talvez porque se mostrem em todo o lado tendo como vizinhas as laranjas. Não resistimos a fotografá-las até porque é um dos nossos frutos preferidos.
Soubemos que o nome português romã deriva directamente do termo árabe rumman, enquanto que os termos pomegranate, grenade, granatapfel do inglês, francês e alemão remetem para a “descrição” do fruto: maçã com muitas grainhas ou sementes.O nome em turco é curto: nar. Não conseguimos descobrir a sua origem.
Em muitas culturas a romã está associada à fertilidade, à abundância tendo sido consagrada pelos gregos a Afrodite, a deusa do amor. Segundo os textos bíblicos, Moisés trouxe romãs de Canaan como prova de que a terra prometida era fértil. Segundo o Corão, a romã é um exemplo das coisas boas criadas por Alá e é um dos frutos do Paraíso. Entre os hindus é dedicada a Bhoomidevi, deusa da Terra. Para os judeus a romã é o símbolo da rectidão porque teria 613 sementes que correspondem aos 613 mandamentos da Tora. Não tivemos paciência para contar os grânulos das romãs que trouxemos porque eram muitos!
Em Istambul, experimentámos e gostámos do sabor único do sumo de romã que é feito na hora, mesmo ali à nossa frente. Não resistimos a trazer um saco de romãs turcas. Sirvam-se!
Aqui vão duas sugestões: licor de romã e chá de romã. Vale a pena experimentar mesmo que as romãs não sejam turcas. Mas não é a mesma coisa!
Pode também guardar algumas romãs para decoração.
Licor de Romã
2 romãs
3dl de aguardente
150gr de açúcar
1 limão
Descasque as romãs e coloque os bagos num frasco de boca larga, levemente pisados. Cubra-os de açúcar e com raspas de limão. Deixe em repouso durante 15 dias. Adicione a aguardente e deixe a macerar durante 3 meses, tendo o cuidado de agitar o recipiente de vez em quando. Filtre e engarrafe.
Chá de romã
Descasque as romãs certificando-se que a casca não tem manchas pretas. Lave cuidadosamente e coloque em cima de um pano para secar. Deixe durante uns dias ao ar, de preferência ao sol, virando- as cascas de vez em quando. Depois de bem secas guarde-as num frasco ou numa caixa. Faça o chá como habitualmente.
Romãs na decoração
Reserve algumas romãs para decoração: coloque-as num prato ou numa taça num local bem iluminado, virando-as de vez em quando para secarem. Acompanhe a mudança de cor, recorde o seu sabor.
Quando chegar o Outono, substitua-as.







23/02/2010 ás 21:24 |
com fotos tão apetitosas fiquei com água na boca
23/02/2010 ás 21:57 |
Gostei mt deste texto e das romãs… mt a propósito. Obrigada!!!
09/04/2010 ás 11:20 |
A romã está tb ligada à Mitologia Grega, sendo Pérsefone a sua deusa, e na Mitologia Romana: Prosepina que o nosso Mestre escultor João Cutileiro tão bem expôs em Santiago de Compostela com a chancela da Casa da Cultura de Arines, do Inst. Camões tendo como direcção Samuel Rego, em 2007, salvo erro.
Uma Obra d’Arte, tudo quanto parte da Romã. Um mistério quase cerebral…não fosse ela mesma em si coroada!?
Abençoados os que a olham e sabem partilá-la.
13/04/2010 ás 15:15 |
Obrigada pelo contributo. Que vivam as romãs carregadas de simbolismo.